O que o educador significa na sociedade?Afinal quem é o educador hoje?Qual a necessidade?São muitos os questionamentos. E estes se tornam maiores quando se houve de outro profissional que passou pelas mãos de educadores que existem outras profissões mais importantes, que possuem mais conhecimento; Infelizmente precisei buscar ajuda no departamento de saúde em determinada cidade. Pelo telefone uma pessoa muito educada a principio, me atendeu quando iniciei os questionamentos sobre os procedimentos que iriam ser tomados referente ao paciente irritou-se e acredito que no momento se expressou de maneira inadequada quero acreditar quando enfatizou que no local havia vários médicos e que esses com certeza eram muito mais importantes que uma simples professora.
Continuo a analisar e a me examinar?O que houve?Pois o médico não seria médico se não houvesse um educador ou estou errada?
Na minha concepção todos nós seres humanos independentes da nossa formação somos importantes na sociedade o que nos difere são as nossas responsabilidades, jamais irei entrar numa clínica e clinicar assim como educadora não aceitaria um médico alfabetizando meus educandos, por felicidade a ética ainda existe e é respeitada.
Mas voltando aos meus amigos educadores precisamos resgatar e ocupar nosso espaço na sociedade. A impressão é que não existimos.
É verdade que muitas vezes, nossa missão exige muito de nós, a ponto de causar dores, esgotamento físico, mental senti monos extenuados devido às dificuldades do dia a dia. Muitas vezes nos estagnamos por que fazer?O educando não quer?
Com certeza esses fatores nos deixam desmotivados, porém agora é o momento de revertemos este quadro nós somos os únicos por onde passam doutores,enfermeiros,dentistas ,políticos e muitas outra profissões,temos o poder de formar cidadãos competentes,dedicados e equilibrados para viver na sociedade como também pode ser ao inverso.Quero lembrar as palavras de um grande educador que em uma das suas reuniões abandonar claro que para que houvesse cidadãos competentes,comprometidos e equilibrados existia a necessidade de haver educadores ”...competentes,determinados e que acreditassem no amor na educação”.
Concordo para desenvolvermos um trabalho com qualidade é necessário paixão como cita Rubem Alves “... a paixão é o segredo do sentido da vida”pag. 27. Joinville é uma cidade privilegiada a maioria das escolas publicas e particulares são formadas por educadores competentes. Particularmente acredito que a mudança que todos almejamos como a valorização do educador esta em nossas mãos. A educação só mudará quando os educadores através da dialética, do bom senso desenvolver sua missão com muita motivação e paixão com nossos educandos dia a dia e buscar a valorização com os órgãos competentes através de reuniões, diálogos, com resultados concretos e não somente números e principalmente a união e o respeito entre nós.
Portanto convido todos os educadores de Joinville a buscar o conhecimento, dividi-lo através de grupos de estudos.
Vamos nos valorizar sim, mas sem esquecer-se da humildade, pois trabalhamos com seres humanos que muitas vezes não precisam de conteúdo, mas de um abraço, um olhar, um sorriso, uma palavra amiga. Com certeza o processo de ensino aprendizagem acontecerá e talvez de uma maneira inexplicável e com certeza significativa.
Ser educador não é profissão é missão,você educador é um ser muito especial.
*Josneia Martins é professora da Rede Municipal de Joinville. Graduada em Pedagogia/Administração. Especialização Interdisciplinariedade e Gestão Educacional
Neste espaço penso em somar, subtrair, multiplicar e dividir conhecimentos, experiências , vivenciadas, adquiridas através de pesquisas com educadores, pais, pessoas que estejam preocupados com a formação das crianças e adolescentes.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Qual a Importância do VINCULO...
Percebo que a cada ano nossos educandos demonstram menos interesse em buscar conhecimento, em ter vontade de aprender. E como educadora, isso vem me incomodando. Mas o que fazer? Por que com alguns educadores eles aprendem, porém com outros, não? A diferença está na relação do educando com o educador?
É necessário sim, o educador ter vinculo com o educando. Observando-os, constatei que essa minha concepção não está errada. Os educandos já são obrigados a vir para um lugar desconhecido, onde, muitas vezes, permanecem até quatro horas sentados com pessoas diferentes (felizmente). Portanto o educando precisa sim ser conquistado, esse vínculo afetivo precisa existir. O educando precisa saber que o educador é um ser humano como ele, que chora, ri, brinca, e que, muitas vezes, está tão cheio de problemas que não poderia estar ali, mas está. Por quê? Porque gosta do seu trabalho, porque reconhece que trabalha com outros seres humanos que precisam dele. Por isso a questão do vinculo afetivo é tão essencial para que surjam melhores resultados na aprendizagem. Quando o educando sente confiança no educador, passa a tê-lo como referência e passa a acreditar na sua competência e na sua determinação em querer auxiliá-lo na superação das dificuldades. Pois o educador demonstra que não esta ali somente para dar uma nota ou por uma remuneração, mas para transmitir uma grande quantidade de conteúdos, porque acredita no potencial de cada educando, e por isso o instiga a pensar, a reconstruir suas idéias.
A missão do educador vai muito além do fato de transmitir conhecimentos, sua responsabilidade é maior. Felizmente, temos não só o poder de formar cidadãos competentes para o mercado de trabalho, mas também seres humanos capazes de compreender e expor suas idéias dialogando, e exercer, assim, sua cidadania e, além de tudo, serem pessoas felizes e equilibradas. Pois, acredito, serão seres humanos que se valorizarão pelo o que são e não pelo que terão. Ressalto ainda que onde existe respeito, vínculo, existem acordos, e portanto existe disciplina. O educador não precisa alterar a voz, ou até mesmo, fazer ameaças, como: “vou te encaminhar à direção”. Quando o educador conhece a turma, ele possui um grupo que somente ele consegue fazê-los pensar, avaliar, refletir sobre as suas atitudes. E, por outro lado, quando o educando é aceito sem rótulos, digamos, ele com certeza vai sentir-se seguro, pois estará muitas vezes num ambiente desconhecido, porém com um educador que o enxerga, que sabe que ele esta ali e que, assim, ele poderá fazer a diferença durante as aulas se tiver oportunidade.
Entendo que nós educadores somos frutos, em grande parte, do século XIX, quando ainda os sistemas de ensino valorizavam muito somente a visão do raciocínio, criando uma barreira com tudo que tivesse relação com o corpo e com a emoção. Em decorrência disso, criou-se uma organização antiemoção que consequentemente supervalorizou as humilhações, as comparações, a discriminação; o professor só com um olhar já realizava a avaliação. Podemos mudar?
É determinante que precisamos mudar isso. Nosso educando é razão, emoção e corpo. Eles pensam! Acredito que aí está a nossa falha como escola. Estamos instigando nossos alunos a pensar? Ou estamos vivenciando ainda o tempo da reprodução, deixando que eles utilizem seus maravilhosos pensamentos para realizar atitudes que não contribuirão em nada na construção da sociedade?
A mudança está em nossas mãos. O que faremos? Continuaremos estagnados? Acredito que não, como cita Chalita “... precisamos ser tomados pelo entusiasmo, pela determinação, pela fé, pela superação de obstáculos e, sobretudo, pela sua inesgotável coragem na transformação do impossível em possível.” E com certeza possuímos competência para transformar o caos atual.
JOSNÉIA
É necessário sim, o educador ter vinculo com o educando. Observando-os, constatei que essa minha concepção não está errada. Os educandos já são obrigados a vir para um lugar desconhecido, onde, muitas vezes, permanecem até quatro horas sentados com pessoas diferentes (felizmente). Portanto o educando precisa sim ser conquistado, esse vínculo afetivo precisa existir. O educando precisa saber que o educador é um ser humano como ele, que chora, ri, brinca, e que, muitas vezes, está tão cheio de problemas que não poderia estar ali, mas está. Por quê? Porque gosta do seu trabalho, porque reconhece que trabalha com outros seres humanos que precisam dele. Por isso a questão do vinculo afetivo é tão essencial para que surjam melhores resultados na aprendizagem. Quando o educando sente confiança no educador, passa a tê-lo como referência e passa a acreditar na sua competência e na sua determinação em querer auxiliá-lo na superação das dificuldades. Pois o educador demonstra que não esta ali somente para dar uma nota ou por uma remuneração, mas para transmitir uma grande quantidade de conteúdos, porque acredita no potencial de cada educando, e por isso o instiga a pensar, a reconstruir suas idéias.
A missão do educador vai muito além do fato de transmitir conhecimentos, sua responsabilidade é maior. Felizmente, temos não só o poder de formar cidadãos competentes para o mercado de trabalho, mas também seres humanos capazes de compreender e expor suas idéias dialogando, e exercer, assim, sua cidadania e, além de tudo, serem pessoas felizes e equilibradas. Pois, acredito, serão seres humanos que se valorizarão pelo o que são e não pelo que terão. Ressalto ainda que onde existe respeito, vínculo, existem acordos, e portanto existe disciplina. O educador não precisa alterar a voz, ou até mesmo, fazer ameaças, como: “vou te encaminhar à direção”. Quando o educador conhece a turma, ele possui um grupo que somente ele consegue fazê-los pensar, avaliar, refletir sobre as suas atitudes. E, por outro lado, quando o educando é aceito sem rótulos, digamos, ele com certeza vai sentir-se seguro, pois estará muitas vezes num ambiente desconhecido, porém com um educador que o enxerga, que sabe que ele esta ali e que, assim, ele poderá fazer a diferença durante as aulas se tiver oportunidade.
Entendo que nós educadores somos frutos, em grande parte, do século XIX, quando ainda os sistemas de ensino valorizavam muito somente a visão do raciocínio, criando uma barreira com tudo que tivesse relação com o corpo e com a emoção. Em decorrência disso, criou-se uma organização antiemoção que consequentemente supervalorizou as humilhações, as comparações, a discriminação; o professor só com um olhar já realizava a avaliação. Podemos mudar?
É determinante que precisamos mudar isso. Nosso educando é razão, emoção e corpo. Eles pensam! Acredito que aí está a nossa falha como escola. Estamos instigando nossos alunos a pensar? Ou estamos vivenciando ainda o tempo da reprodução, deixando que eles utilizem seus maravilhosos pensamentos para realizar atitudes que não contribuirão em nada na construção da sociedade?
A mudança está em nossas mãos. O que faremos? Continuaremos estagnados? Acredito que não, como cita Chalita “... precisamos ser tomados pelo entusiasmo, pela determinação, pela fé, pela superação de obstáculos e, sobretudo, pela sua inesgotável coragem na transformação do impossível em possível.” E com certeza possuímos competência para transformar o caos atual.
JOSNÉIA
Essência da docência...será
"É maravilhoso estar convicta de que somente o educador tem em suas mãos a maior riqueza existente no mundo: a vida. Portanto, abraçar o sonho de proporcionar aos alunos uma educação de qualidade é deixar de lado o egoísmo e fazer da relação educador e educando um momento de crescimento e troca. O profissional da educação é um ser muito especial, e por ser tão especial não é mera profissão: é missão.
Missão essa aperfeiçoada constantemente por meio da busca pelo conhecimento, que torna um pesquisador do cotidiano que busca ajustar a teoria à prática. Segundo Morin, o educando só aprende sabendo sobre o contexto das sociedades, e o educador somente consegue ensinar respeitando o indivíduo como um todo.
O ensino ultrapassa, portanto, a simples transferência de conteúdos. Ensinar é deixar marcas, enfatizando que ensinar é função da escola, mais precisamente do educador que deixa marcas na vida do educando. Que marcas estão sendo deixadas aos estudantes? Construtivas? Significativas? Qual significado tem a escola na vida do educando? O que eles aprendem? O que ensinam? Qual a visão do educando sobre a escola? No momento, nosso aluno compreende que o importante é memorizar os conteúdos, para realizar avaliações e receber uma nota, concepção medíocre que muitas vezes é transmitida no espaço escolar. Desmistificar este conceito de que ensinar e aprender são processos de memorização é um dos grandes desafios do educador.
Nosso educando precisa aprender a ter prazer em ler, pensar, refletir, questionar, compreender, pois dessa forma existe a construção de conhecimentos significativos para a própria vida. É importante incitar a pesquisa, processo esse que deve ser ensinado e valorizado, pois assim estará se instigando a busca pelo conhecimento com autonomia.
Dessa maneira, a construção do conhecimento se dará coletivamente, enfatizando que este processo precisa acontecer de maneira em que todos se sintam parceiros do aprender a aprender. O educando precisa sentir que faz parte do dia a dia da escola. Na verdade, é ele a escola. Como cita Freire: “Escola é o lugar em que se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos, escola é, sobretudo, gente”. Portanto, educador e educando se completam, é essencial que exista vínculo entre ambos, pois devem ser parceiros na construção de ideais e conceitos. Lembrando que a escola é um ambiente de encontros, portanto, não deverá haver um olhar linear, pois cada um tem suas particularidades.
Cabe lembrar ao estudante que este precisa compreender e se conscientizar que deve ser um sujeito interativo e ativo no espaço da sala de aula. É necessário refletir, questionar, argumentar, formar sua opinião e expressá-la sem temer represálias vindas muitas vezes da própria turma.
Só existe aprendizagem quando há intenção entre educador, conhecimento e educando e vice-versa. Oportunizar um ensino com qualidade é possível, desde que exista competência, comprometimento, determinação e amor pelo trabalho desenvolvido."
Artigo extraído do Jornal A Notícia (AN.Opinião) de 11 de fevereiro de 2010.
Missão essa aperfeiçoada constantemente por meio da busca pelo conhecimento, que torna um pesquisador do cotidiano que busca ajustar a teoria à prática. Segundo Morin, o educando só aprende sabendo sobre o contexto das sociedades, e o educador somente consegue ensinar respeitando o indivíduo como um todo.
O ensino ultrapassa, portanto, a simples transferência de conteúdos. Ensinar é deixar marcas, enfatizando que ensinar é função da escola, mais precisamente do educador que deixa marcas na vida do educando. Que marcas estão sendo deixadas aos estudantes? Construtivas? Significativas? Qual significado tem a escola na vida do educando? O que eles aprendem? O que ensinam? Qual a visão do educando sobre a escola? No momento, nosso aluno compreende que o importante é memorizar os conteúdos, para realizar avaliações e receber uma nota, concepção medíocre que muitas vezes é transmitida no espaço escolar. Desmistificar este conceito de que ensinar e aprender são processos de memorização é um dos grandes desafios do educador.
Nosso educando precisa aprender a ter prazer em ler, pensar, refletir, questionar, compreender, pois dessa forma existe a construção de conhecimentos significativos para a própria vida. É importante incitar a pesquisa, processo esse que deve ser ensinado e valorizado, pois assim estará se instigando a busca pelo conhecimento com autonomia.
Dessa maneira, a construção do conhecimento se dará coletivamente, enfatizando que este processo precisa acontecer de maneira em que todos se sintam parceiros do aprender a aprender. O educando precisa sentir que faz parte do dia a dia da escola. Na verdade, é ele a escola. Como cita Freire: “Escola é o lugar em que se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos, escola é, sobretudo, gente”. Portanto, educador e educando se completam, é essencial que exista vínculo entre ambos, pois devem ser parceiros na construção de ideais e conceitos. Lembrando que a escola é um ambiente de encontros, portanto, não deverá haver um olhar linear, pois cada um tem suas particularidades.
Cabe lembrar ao estudante que este precisa compreender e se conscientizar que deve ser um sujeito interativo e ativo no espaço da sala de aula. É necessário refletir, questionar, argumentar, formar sua opinião e expressá-la sem temer represálias vindas muitas vezes da própria turma.
Só existe aprendizagem quando há intenção entre educador, conhecimento e educando e vice-versa. Oportunizar um ensino com qualidade é possível, desde que exista competência, comprometimento, determinação e amor pelo trabalho desenvolvido."
Artigo extraído do Jornal A Notícia (AN.Opinião) de 11 de fevereiro de 2010.