sábado, 20 de agosto de 2011

Quanto vale uma nota de 100 reais?

Quanto vale uma nota de 100 reais?
Ela vale 100 reais.
Agora e se você pegar ela e dobrar no meio, quanto ela vale? 100 reais.
E se amassar essa nota toda, quanto ela passa a valer? 100 reais.
Se pegar, jogar no chão e pisar em cima. Sabe o que acontece com ela? Continua tendo o mesmo valor de 100 reais.
Muitas vezes enfrentamos situações em que somos dobrados, amassados, tentam pisar em nós e desvalorizar-nos.
Muitas vezes tentam te jogar pra baixo mas na verdade não podem.
Por mais que tentem não podem tirar o seu valor.
Você tem o seu valor e ele continua com você apesar de tudo que os outros possam fazer.
Deus fez você com um valor incalculável, saiba disso.
Você tem o seu valor mesmo que te digam o contrário. Passe a se valorizar mais. Dê a você mesmo o seu devido valor e não deixe os outros tentarem tirar isso de você.
O seu real valor

quinta-feira, 10 de março de 2011

INSUBSTITUIVEL



O educador é especial, tão especial que consegue doar-se integralmente muitas vezes sem perceber. Se esquecendo de si, principalmente quando possui um desejo, que rapidamente se transforma em sonho.  No momento ser educador se tornou algo desafiador, em minha opinião é missão, que pode  ser  aperfeiçoada  com cursos de graduação, com busca de conhecimento permanente. Não acredito em processo contrario, pois o educador ultrapassa todos os limites, ao mostrar a vida há quem ainda não teve oportunidade de conhecê-la, então ele consegue compreender qual a sua importância, o educador é insubstituível.
Muitos pensam em trabalhar como educadores, no entanto o melhor contador,  jamais será o melhor na área de matemática, por mais que se empenhe, se dedique, jamais irá se encontrar neste mundo mágico - o da educação. “Freire define a escola como ” ... o lugar que se faz amigos.Não se trata só de prédios, salas, quadros,programas,horários, conceitos.Escola é sobretudo, gente!Gente que trabalha, que estuda.Que alegra, se conhece, se estima. O Diretor é gente, O coordenador é gente,O professor é gente,O aluno é gente,Cada funcionário é gente.E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte,como colega, amigo, irmão.Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados .Nada de conviver com as pessoas e depois, descobrir que não tem amizade a ninguém. Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, É conviver, é se “amarrar nela. Ora é lógico... Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz. É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo. ”
         Na sala de aula existe o encontro da vida, por isso jamais o educador será substituível por tecnologias, nunca será inferior desde que esteja com competência, comprometimento e coração. Todo educador é singular na vida de cada ser humano que passa por ele. As marcas deixadas tanto positivas como as negativas serão reflexos no futuro. Ser educador é viver intensamente o seu tempo pesquisando, instigando, apresentando criticas, mas oferecendo sugestões de mudança. O educador deste século sabe conviver com o educando estabelecendo limites sim, assim como saberá quando é necessário acionar com maior ousadia a sensibilidade, percebendo o que acontece na vida de cada educando. Para isso é necessário parar, ouvir, entender e muitas vezes apontar caminhos, mostrar que existe um leque que pode ser aberto e escolher um caminho a ser seguido. No entanto o educando precisa estar ciente que o educador é gente, que possui uma história, uma família, que possui sentimentos como o educando a sua frente. Sintetizando criar vinculo com o educando é fundamental, bem como resgatar a consciência de que é o maior formador de opinião, e muitos perderam a essência e a consciência deste papel, conseqüência dos descasos sofridos por muitos educadores.                                              Cabe aqui e se faz necessário dar ênfase as palavras de Sócrates e prosseguir com paixão... Os educadores são os verdadeiros amantes da sabedoria. Eles fazem fluir o saber de fora para dentro através das dialéticas, porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e juntos buscam um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos.  Isto precisa estar incutido no dia a dia do educador, missão árdua, ministrar aulas, tarefa  para pessoas especiais de acordo com pesquisas todos temos o sexto sentido e despertar  este,  nesta  geração inquieta é desafio que somente você que está no dia a dia é capaz, instigar o desenvolvimento do pensamento.
  Hoje para permanecer na educação é necessário sentir desejo como cita ALVES na maioria das suas obras. É planejar, é querer algo mais, é transformar esse em desejo, em sonho, em projeto. Alves cita “Que a educação é absolutamente apaixonante. Em primeiro lugar eu diria que eles se considerem afortunados por serem tocados por esta vocação. Segunda coisa, é preciso que amem as crianças. Freqüente-mente os educadores  têm a preocupação com um programa.  Nietzsche, dizia que o verdadeiro educador é aquele que leva a sério questões relacionadas com seus educandos , inclusive a si mesmo. Logo a preocupação do educador não pode ser com o programa, deve ser com o aluno, e por isso, ele deve ter um olho para cada educando , porque está lidando com ser humano e não com o número para exame, nem para ideb  somente .       Chegou o momento de sensibilizar toda a equipe que desenvolve um trabalho com responsabilidade na educação, na escola de desempenhar em equipe a primeira tarefa seduzir o educando para o deslumbramento do seu objetivo. Se a nossa escola não tiver vida o educando não terá vontade  em aprender. Bem como a segunda tarefa convencer os pais que a escola precisa da presença permanente destes neste ambiente. Na escola acontecem trocas e somente acontecerá de maneira construtiva quando escola e pais falarem e caminharem na mesma direção. A família educa, a escola ensina, realiza as intervenções necessárias para que  a informação seja transformada em conhecimento significativo para cada educando.
E você o que pensa...
Professora Josnéia

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Qual é o espaço do educador na sociedade

O que o educador significa na sociedade?Afinal quem é o educador hoje?Qual a necessidade?São muitos os questionamentos. E estes se tornam maiores quando se houve de outro profissional que passou pelas mãos de educadores que existem outras profissões mais importantes, que possuem mais conhecimento; Infelizmente precisei buscar ajuda no departamento de saúde em determinada cidade. Pelo telefone uma pessoa muito educada a principio, me atendeu quando iniciei os questionamentos sobre os procedimentos que iriam ser tomados referente ao paciente irritou-se e acredito que no momento se expressou de maneira inadequada quero acreditar quando enfatizou que no local havia vários médicos e que esses com certeza eram muito mais importantes que uma simples professora.
Continuo a analisar e a me examinar?O que houve?Pois o médico não seria médico se não houvesse um educador ou estou errada?
Na minha concepção todos nós seres humanos independentes da nossa formação somos importantes na sociedade o que nos difere são as nossas responsabilidades, jamais irei entrar numa clínica e clinicar assim como educadora não aceitaria um médico alfabetizando meus educandos, por felicidade a ética ainda existe e é respeitada.
Mas voltando aos meus amigos educadores precisamos resgatar e ocupar nosso espaço na sociedade. A impressão é que não existimos.
É verdade que muitas vezes, nossa missão exige muito de nós, a ponto de causar dores, esgotamento físico, mental senti monos extenuados devido às dificuldades do dia a dia. Muitas vezes nos estagnamos por que fazer?O educando não quer?
Com certeza esses fatores nos deixam desmotivados, porém agora é o momento de revertemos este quadro nós somos os únicos por onde passam doutores,enfermeiros,dentistas ,políticos e muitas outra profissões,temos o poder de formar cidadãos competentes,dedicados e equilibrados para viver na sociedade como também pode ser ao inverso.Quero lembrar as palavras de um grande educador que em uma das suas reuniões abandonar claro que para que houvesse cidadãos competentes,comprometidos e equilibrados existia a necessidade de haver educadores ”...competentes,determinados e que acreditassem no amor na educação”.
Concordo para desenvolvermos um trabalho com qualidade é necessário paixão como cita Rubem Alves “... a paixão é o segredo do sentido da vida”pag. 27. Joinville é uma cidade privilegiada a maioria das escolas publicas e particulares são formadas por educadores competentes. Particularmente acredito que a mudança que todos almejamos como a valorização do educador esta em nossas mãos. A educação só mudará quando os educadores através da dialética, do bom senso desenvolver sua missão com muita motivação e paixão com nossos educandos dia a dia e buscar a valorização com os órgãos competentes através de reuniões, diálogos, com resultados concretos e não somente números e principalmente a união e o respeito entre nós.
Portanto convido todos os educadores de Joinville a buscar o conhecimento, dividi-lo através de grupos de estudos.
Vamos nos valorizar sim, mas sem esquecer-se da humildade, pois trabalhamos com seres humanos que muitas vezes não precisam de conteúdo, mas de um abraço, um olhar, um sorriso, uma palavra amiga. Com certeza o processo de ensino aprendizagem acontecerá e talvez de uma maneira inexplicável e com certeza significativa.
Ser educador não é profissão é missão,você educador é um ser muito especial.

*Josneia Martins é professora da Rede Municipal de Joinville. Graduada em Pedagogia/Administração. Especialização Interdisciplinariedade e Gestão Educacional

Qual a Importância do VINCULO...

Percebo que a cada ano nossos educandos demonstram menos interesse em buscar conhecimento, em ter vontade de aprender. E como educadora, isso vem me incomodando. Mas o que fazer? Por que com alguns educadores eles aprendem, porém com outros, não? A diferença está na relação do educando com o educador?

É necessário sim, o educador ter vinculo com o educando. Observando-os, constatei que essa minha concepção não está errada. Os educandos já são obrigados a vir para um lugar desconhecido, onde, muitas vezes, permanecem até quatro horas sentados com pessoas diferentes (felizmente). Portanto o educando precisa sim ser conquistado, esse vínculo afetivo precisa existir. O educando precisa saber que o educador é um ser humano como ele, que chora, ri, brinca, e que, muitas vezes, está tão cheio de problemas que não poderia estar ali, mas está. Por quê? Porque gosta do seu trabalho, porque reconhece que trabalha com outros seres humanos que precisam dele. Por isso a questão do vinculo afetivo é tão essencial para que surjam melhores resultados na aprendizagem. Quando o educando sente confiança no educador, passa a tê-lo como referência e passa a acreditar na sua competência e na sua determinação em querer auxiliá-lo na superação das dificuldades. Pois o educador demonstra que não esta ali somente para dar uma nota ou por uma remuneração, mas para transmitir uma grande quantidade de conteúdos, porque acredita no potencial de cada educando, e por isso o instiga a pensar, a reconstruir suas idéias.

A missão do educador vai muito além do fato de transmitir conhecimentos, sua responsabilidade é maior. Felizmente, temos não só o poder de formar cidadãos competentes para o mercado de trabalho, mas também seres humanos capazes de compreender e expor suas idéias dialogando, e exercer, assim, sua cidadania e, além de tudo, serem pessoas felizes e equilibradas. Pois, acredito, serão seres humanos que se valorizarão pelo o que são e não pelo que terão. Ressalto ainda que onde existe respeito, vínculo, existem acordos, e portanto existe disciplina. O educador não precisa alterar a voz, ou até mesmo, fazer ameaças, como: “vou te encaminhar à direção”. Quando o educador conhece a turma, ele possui um grupo que somente ele consegue fazê-los pensar, avaliar, refletir sobre as suas atitudes. E, por outro lado, quando o educando é aceito sem rótulos, digamos, ele com certeza vai sentir-se seguro, pois estará muitas vezes num ambiente desconhecido, porém com um educador que o enxerga, que sabe que ele esta ali e que, assim, ele poderá fazer a diferença durante as aulas se tiver oportunidade.

Entendo que nós educadores somos frutos, em grande parte, do século XIX, quando ainda os sistemas de ensino valorizavam muito somente a visão do raciocínio, criando uma barreira com tudo que tivesse relação com o corpo e com a emoção. Em decorrência disso, criou-se uma organização antiemoção que consequentemente supervalorizou as humilhações, as comparações, a discriminação; o professor só com um olhar já realizava a avaliação. Podemos mudar?

É determinante que precisamos mudar isso. Nosso educando é razão, emoção e corpo. Eles pensam! Acredito que aí está a nossa falha como escola. Estamos instigando nossos alunos a pensar? Ou estamos vivenciando ainda o tempo da reprodução, deixando que eles utilizem seus maravilhosos pensamentos para realizar atitudes que não contribuirão em nada na construção da sociedade?

A mudança está em nossas mãos. O que faremos? Continuaremos estagnados? Acredito que não, como cita Chalita “... precisamos ser tomados pelo entusiasmo, pela determinação, pela fé, pela superação de obstáculos e, sobretudo, pela sua inesgotável coragem na transformação do impossível em possível.” E com certeza possuímos competência para transformar o caos atual.
JOSNÉIA

Essência da docência...será

"É maravilhoso estar convicta de que somente o educador tem em suas mãos a maior riqueza existente no mundo: a vida. Portanto, abraçar o sonho de proporcionar aos alunos uma educação de qualidade é deixar de lado o egoísmo e fazer da relação educador e educando um momento de crescimento e troca. O profissional da educação é um ser muito especial, e por ser tão especial não é mera profissão: é missão.

Missão essa aperfeiçoada constantemente por meio da busca pelo conhecimento, que torna um pesquisador do cotidiano que busca ajustar a teoria à prática. Segundo Morin, o educando só aprende sabendo sobre o contexto das sociedades, e o educador somente consegue ensinar respeitando o indivíduo como um todo.

O ensino ultrapassa, portanto, a simples transferência de conteúdos. Ensinar é deixar marcas, enfatizando que ensinar é função da escola, mais precisamente do educador que deixa marcas na vida do educando. Que marcas estão sendo deixadas aos estudantes? Construtivas? Significativas? Qual significado tem a escola na vida do educando? O que eles aprendem? O que ensinam? Qual a visão do educando sobre a escola? No momento, nosso aluno compreende que o importante é memorizar os conteúdos, para realizar avaliações e receber uma nota, concepção medíocre que muitas vezes é transmitida no espaço escolar. Desmistificar este conceito de que ensinar e aprender são processos de memorização é um dos grandes desafios do educador.

Nosso educando precisa aprender a ter prazer em ler, pensar, refletir, questionar, compreender, pois dessa forma existe a construção de conhecimentos significativos para a própria vida. É importante incitar a pesquisa, processo esse que deve ser ensinado e valorizado, pois assim estará se instigando a busca pelo conhecimento com autonomia.

Dessa maneira, a construção do conhecimento se dará coletivamente, enfatizando que este processo precisa acontecer de maneira em que todos se sintam parceiros do aprender a aprender. O educando precisa sentir que faz parte do dia a dia da escola. Na verdade, é ele a escola. Como cita Freire: “Escola é o lugar em que se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos, escola é, sobretudo, gente”. Portanto, educador e educando se completam, é essencial que exista vínculo entre ambos, pois devem ser parceiros na construção de ideais e conceitos. Lembrando que a escola é um ambiente de encontros, portanto, não deverá haver um olhar linear, pois cada um tem suas particularidades.

Cabe lembrar ao estudante que este precisa compreender e se conscientizar que deve ser um sujeito interativo e ativo no espaço da sala de aula. É necessário refletir, questionar, argumentar, formar sua opinião e expressá-la sem temer represálias vindas muitas vezes da própria turma.

Só existe aprendizagem quando há intenção entre educador, conhecimento e educando e vice-versa. Oportunizar um ensino com qualidade é possível, desde que exista competência, comprometimento, determinação e amor pelo trabalho desenvolvido."



Artigo extraído do Jornal A Notícia (AN.Opinião) de 11 de fevereiro de 2010.